Já faz algumas semanas que dando uma conferida nos stories das pessoas que sigo no Instagram, vi a postagem do Caio Braz comentando sobre o artigo do colunista Pedro Diniz, na Folha, que fala sobre o grande potencial da moda no meio sertanejo e como grandes marcas por PRECONCEITO não aproveitam a oportunidade de conquistar um novo público. Clica aqui para ver a reportagem completa do Pedro. 😉

Imagem: Reprodução/Instagram@caio e @cabidecriativo

Não preciso dizer que concordo plenamente com a posição de Caio e o artigo de Pedro Diniz, não é mesmo!? Tive até que compartilhar no meu stories e vim aqui fazer post porque precisava falar mais, rs.

Em tempos de democratização da moda e luta contra o preconceito parece até contraditório que o discurso pregado por grandes marcas em seus diversos canais de comunicação não seja seguido por eles na vida real. No artigo, Pedro fala sobre a grande dificuldade que muitos stylists brasileiros encontram para vestir cantores sertanejos e relata valores altíssimos gastos por esse público para alcançar o estilo desejado. Um mercado em grande ascensão e com um potencial incrível de rentabilidade que não é aceito por muitas marcas brasileiras como opção para promover seus produtos. Oi?!

A minha pergunta é: Porque uma marca que está em busca de crescimento e vendas acha que o seu produto não se encaixa para determinado público? Porque apoiam causas contra o PRECONCEITO quando o seu discurso interno não condiz com as suas ações?

E o mais impressionante é que esse PRECONCEITO das marcas de moda não se limita apenas ao público sertanejo. Algumas marcas, simplesmente, determinam que o seu público-alvo é uma pequena porcentagem da população que aos seus olhos são os únicos que podem comprar e vestir as suas peças. 😮

Imagem: Reprodução

Eu mesma já tive que lidar com o PRECONCEITO de algumas marcas por conta de um projeto pessoal. Sou evangélica – na igreja que frequento não usamos calça ou shorts, somente saias e vestidos – e sei como é difícil encontrar peças que fazem o meu estilo e se encaixam no que procuro.

A maioria das marcas evangélicas vendem peças padronizadas para mulheres diferentes que se vêem obrigadas a comprar e vestir roupas do mesmo estilo. Através desse projeto entrei em contato com algumas marcas que não atendem esse público especificamente e entre os e-mails respondidos recebi um, no qual, acredito que muitas stylists do público sertanejo também recebem como resposta.

A resposta para o meu e-mail foi: “Acreditamos que a nossa marca não se encaixa para o público evangélico”

Fiquei muito impressionada e irritada com a resposta, já que posso ir até uma loja da marca e adquirir as peças que eu gostar, sem me identificar como evangélica e, provavelmente, sairia de lá com tudo em uma sacola e com um belo “volte sempre” de uma das vendedoras. Eu não sou o seu público? É certo dizer isso a um cliente?

Analisando todo o potencial de compra desses públicos excluídos por marcas que delimitam o seu público-alvo seria possível dizer que muitas não agem com inteligência, pois se a minha marca pode aumentar significativamente o número de vendas aproveitando a oportunidade de alcançar um novo público interessado no meu produto, por qual motivo não faria isto? Seria por PRECONCEITO?

Não acredito que exista uma resposta para essa pergunta sem um PRECONCEITO disfarçado/mascarado para justificar esse comportamento vergonhoso. Enfim, nem tudo é perfeito no mundo da moda e disso todo mundo sabe! Sigo firme na esperança que um dia as coisas mudem para melhor. 🙂

Finalizo esse post reclamão com a minha eterna GRATIDÃO as poucas marcas que não limitam o seu público-alvo e respeitam a diversidade de seus clientes. <3 Vocês facilitam a vida de muitos profissionais que, como eu, se empenham muito todos os dias para atender as necessidades e superar as expectativas de nossos clientes em relação ao estilo pessoal.

Imagem: Reprodução

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